11 de janeiro de 2010

O CAN

Sinceramente, o CAN entusiasma-me tanto como o Mundial ou o Europeu ou qualquer outra competição que ponha 22 gajos a correr atrás de uma bola, a gritar asneiras, a cuspir para o chão e a rebolar no próprio cuspo! Tenho dito!
Por cá festa é festa e o CAN é, sem dúvida, uma grande festa! A animação começou a apertar depois de dia 5 (findos os feriados) e, na rua, venderam-se bandeiras, perucas, camisolas, buzinas, cachecóis (o que com este calor é muito útil), lenços, chapéus, e tudo mais que se possam lembrar. Afinaram-se as vozes para o hino, ensaiaram-se os passos de dança para os golos e a grande dança final, a da vitória. A cidade esteve num rebuliço toda a semana e nem o trágico incidente com a selecção do Togo fez a malta desanimar. Compraram-se grades de cerveja porque gritar pela selecção dá sede e o calor não perdoa. No domingo, grande dia, parecia que havia electricidade no ar, sentia-se um cheiro a expectativa, a convicção, a orgulho de ser angolano. Depois o jogo começou, cada golo foi celebrado a rigor (quem mais sofreu, pelo menos na nossa rua, foram os utensílios de cozinha) e quando a coisa já parecia garantida (4-0) deixam-se empatar, sabe-se lá como, e a festa acaba, assim ao género "balão muito cheio que de repente perde o gás e murcha". Só a cerveja não se perdeu porque serve para celebrar mas também para esquecer!

2 comentários:

SouEu disse...

Futebol também não é, nem pouco mais ou menos, a minha praia. Mas imagino a vivacidade de Luanda nestes dias... Enfim, lá que o dito cujo move multidões, lá isso move. Vá-se entender...

Márcia Carvalho disse...

Imagino os processo de "apito dourado" que esse CAN não daria :)